Cardio Assist Academy https://cardioassistacademy.com Minimally Invasive Cardiac Surgery Wed, 25 Feb 2026 03:14:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://cardioassistacademy.com/wp-content/uploads/2026/02/cropped-logo5-32x32.png Cardio Assist Academy https://cardioassistacademy.com 32 32 Imersão que conecta técnica, propósito e resultado https://cardioassistacademy.com/imersao-que-conecta-tecnica-proposito-e-resultado/ https://cardioassistacademy.com/imersao-que-conecta-tecnica-proposito-e-resultado/#respond Wed, 25 Feb 2026 03:14:35 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=428 Da sala de congresso para o seu serviço: o que você leva da nossa imersão em MICS

Nos congressos internacionais (ISMICS e ECS Club) e no Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular, é evidente o aumento do número de cirurgiões interessados em aprender cirurgia cardíaca minimamente invasiva (MICS). O fato é que a verdadeira inovação em cirurgia cardíaca minimamente invasiva vai além de reduzir o tamanho da incisão, ainda que evitar a abertura do esterno, por si só, represente um avanço expressivo. MICS traz benefícios funcionais, estéticos e de menor taxa de complicações, ampliando o conforto e a segurança do paciente. Quando associada a protocolos de Recuperação Acelerada (ERAS) e a estratégias de Patient Blood Management (PBM), essa abordagem potencializa resultados: menos trauma, menor necessidade transfusional e um retorno mais rápido e previsível à plena atividade.

Mas sabemos que há um desafio universal: como transformar esse conhecimento visto em auditório em prática diária, segura e sustentável? A transição do “slide” para o cenário cirúrgico real exige mais do que assistir palestras: requer vivência, discussão aberta e acompanhamento de quem já domina a curva de aprendizado.

É com essa visão que estruturamos nossa imersão em MICS: um modelo de treinamento intensivo que une prática de centro cirúrgico e discussão técnica.

Da observação à execução

As manhãs são dedicadas a cirurgias ao vivo: coronária, mitral, aórtica, aneurismas, … realizadas com a mesma transparência e detalhamento que caracterizam nossa rotina diária. O objetivo é que o participante veja cada etapa em tempo real: planejamento, preparo, demarcação, posicionamento, execução e fechamento.

À tarde, o foco muda para consolidação e raciocínio. Sessões curtas de aula, simulação em bancada, análise de vídeos passo a passo e discussões abertas criam um ambiente seguro para questionar, comparar técnicas e definir as melhores estratégias para começar.

Ao final, cada participante retorna ao seu serviço com:

  • Protocolos padronizados: seleção de casos e tips and tricks para cada tipo de cirurgia.
  • Lista de instrumentais essenciais e ajustes de sala específicos para MICS.
  • Checklists de posicionamento, ergonomia e fluxo de equipe.
  • E, talvez o mais importante, clareza sobre o primeiro passo viável dentro da sua estrutura atual.

Essa abordagem tem gerado resultados que falam por si: vários colegas que participaram da imersão já implantaram com sucesso acessos minimamente invasivos, protocolos ERAS e tempos de recuperação mais curtos e previsíveis.

Uma comunidade

Participar da imersão é apenas o começo. Ao se inscrever, você se conecta a uma rede contínua de colaboração e aprendizado, com acesso a atualizações técnicas, discussões de casos e oportunidades para apresentar experiências em fóruns internacionais.

Essa rede forma uma verdadeira ponte entre o estado da arte e a realidade dos centros brasileiros, reduzindo a distância entre “ver no congresso” e “fazer no seu paciente”. É um multiplicador de impacto que transforma a formação individual em ganho coletivo para a cirurgia cardíaca minimamente invasiva.

Conte com a gente e torne-se um cirurgião cardíaco endoscópico.

Referências:

Karangelis D, Androutsopoulou V, Tzifa A, Chalikias G, Tziakas D, Mitropoulos F, Mikroulis D. Minimally invasive cardiac surgery: in the pursuit to treat more and hurt less. J Thorac Dis. 2021 Nov;13(11):6209-6213. doi: 10.21037/jtd-21-1498. PMID: 34992800; PMCID: PMC8662468.

Doenst T, Diab M, Sponholz C, et al. The opportunities and limitations of minimally invasive cardiac surgery. Dtsch Arztebl Int 2017;114:777-84. doi: 10.3238/arztebl.2017.0777

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Materiais especiais para MICS: o que realmente importa (e como não cair em armadilhas e perder dinheiro) https://cardioassistacademy.com/materiais-especiais-para-mics-o-que-realmente-importa-e-como-nao-cair-em-armadilhas-e-perder-dinheiro/ https://cardioassistacademy.com/materiais-especiais-para-mics-o-que-realmente-importa-e-como-nao-cair-em-armadilhas-e-perder-dinheiro/#respond Wed, 18 Feb 2026 05:17:05 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=419 No Brasil, quem quer iniciar um programa de cirurgia cardíaca minimamente invasiva costuma descobrir rápido que o problema não é só aprender a técnica, é adquirir os materiais. Em muitos serviços, o próprio cirurgião assume a compra destes instrumentais especiais, o que torna cada erro de escolha caro e desmotivador. Ao mesmo tempo, o mercado de MICS cresce com instrumentos cada vez mais sofisticados, mas também com muita coisa desnecessária. Além disso, carece de uma boa curadoria.

MICS não é apenas “a mesma cirurgia por um buraco pequeno”. O campo é limitado, o ângulo de trabalho muda e o conflito entre câmera, afastadores e pinças gera certo desconforto ao cirurgião iniciante na técnica. Por isso, instrumentais adaptados (long-shafted e articulados) deixam de ser luxo e passam a ser condição para trabalhar com segurança.

Entre os grupos de materiais mais relevantes, a literatura e a experiência prática convergem em alguns pontos:

  • Afastadores e elevadores de costelas de baixo perfil específicos garantem um afastamento suave e sem fraturas de costelas.
  • Chitwood clamp (clampe de Aorta).
  • Pinças, porta-agulhas e tesouras de haste longa e articulados são imprescindíveis para cirurgias nas pequenas incisões de 3-5cm.
  • Afastadores atriais com haste trans-torácica, que liberam o portal principal e reduzem o “choque” de instrumentos.
  • Dispositivos de auxílio à sutura (empurradores de nós), que são praticamente a única alternativa, atualmente no Brasil, para amarrar as estruturas.
  • Sem falar nos descartáveis como: afastador de tecidos moles (SURGISLEEVE/ALEXIS), cânulas aramadas venosas e arteriais/jugulares, kit introdutor e guias aramadas 0.035, separadores de fios.

O problema das listas “perfeitas” (e caríssimas)

Quem já pediu orçamento para kit MICS completo conhece o roteiro: uma lista enorme de instrumentais, nomes estranhos e um valor que daria para montar uma pequena frota de carros. O problema é que muitas destas listas são confeccionadas por vendedores e baseadas apenas no que tem nos catálogos. Tais listas não atendem as necessidades reais de uma equipe em início de jornada. Além disso, nestas listas costumam ter redundância de materiais e não diferenciam o “nice to have” do imprescindível.

Nossa visão é que a caixa de instrumentos ideal para MICS deve ser construído como se constrói a técnica: em camadas, com progressão. Não é preciso comprar tudo de uma vez. Revisões sobre minimal access em cirurgia cardíaca destacam que long-shafted instruments, um bom afastador e um sistema atrial eficiente já permitem executar grande parte das operações básicas com segurança.

Como vamos ajudar nossos mentorados nessa jornada

Uma das propostas centrais da nossa imersão em MICS é que o cirurgião não volte para casa apenas com vídeos e slides, mas com um plano concreto de implementação, e isso inclui materiais. Na mentoria, atuamos em três frentes:

  • Curadoria de instrumentais: mostramos exatamente o que usamos no dia-a-dia, quais instrumentais consideramos essenciais, quais podem ser substituídas e quais raramente justificam o investimento no início. Essa visão vem de anos de prática em MICS e da vivência com diferentes marcas e configurações.
  • Construção de lista personalizada: ajudamos o mentorado a montar uma lista de materiais alinhada ao tipo de caso que ele quer (e consegue) operar no seu hospital, evitando “copiar e colar” de catálogos prontos.
  • Negociação e acesso: orientamos sobre estratégias de negociação com fornecedores/fabricantes, priorização de compras em etapas e, quando disponível, acesso a condições diferenciadas via parcerias educacionais.

Nosso objetivo é que o cirurgião não se sinta sozinho frente a orçamentos impagáveis ou pressionado a aceitar combos que não fazem sentido. MICS já é tecnicamente desafiadora; o acesso a material não precisa ser mais um obstáculo.

Se você quer dar o próximo passo em MICS, o convite é direto:

venha aprender MICS na prática e, junto com ela, construir um arsenal de instrumentos objetivo, racional e sustentável. Nossa mentoria foi pensada para que você opere melhor, com menos invasão e sem precisar pagar caro por peças que nunca vão sair da caixa.

Referências:

Report: Minimal Invasive Cardiac Surgery Instruments Market Demand and Consumption Trends: Outlook 2026-2034 https://www.datainsightsmarket.com/reports/minimal-invasive-cardiac-surgery-instruments-1771685

Onan B. Minimal access in cardiac surgery. Turk Gogus Kalp Damar Cerrahisi Derg. 2020 Oct 21;28(4):708-724. doi: 10.5606/tgkdc.dergisi.2020.19614. PMID: 33403151; PMCID: PMC7759047.

Doenst T, Lamelas J. Do we have enough evidence for minimally-invasive cardiac surgery? A critical review of scientific and non-scientific information. J Cardiovasc Surg (Torino). 2017 Aug;58(4):613-623. doi: 10.23736/S0021-9509.16.09446-5. PMID: 28580776.

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Preparo, imagens e “setup” https://cardioassistacademy.com/preparo-imagens-e-setup/ https://cardioassistacademy.com/preparo-imagens-e-setup/#respond Mon, 16 Feb 2026 14:23:59 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=387 Uma das maiores barreiras para o cirurgião que quer entrar na MICS é o setup: posionamento, risco de entrar no espaço intercostal errado, a impossibilidade de ter a visão completa do coração e a manipulação de instrumentais especiais. Programas que combinam MICS com protocolos ERAS mostram reduções significativas de tempo de internação sem aumento de complicações, mas dependem de equipes bem treinadas. Por isso, estruturamos a imersão em estudo tomgráfico, setup/posiconamento, execução e fechamento.

Usamos reconstrução 3D (aplicativo HOROS 3D MPR; 3D VOLUME RENDERING) de tomografia para planejar acessos valvares e para cirurgia de coronárias. E nossos mentorados participam ali, no ambiente cirúrgico, de todos os passos para a boa execução da cirurgia.

Definida a via de acesso e o planejamento do sítio para CEC, já com o paciente anestesiado, realizamos marcações dos “landmarks” com caneta para pele. A seguir, posicionamos nosso paciente de forma criteriosa com foco em ergonomia para o cirurgião e conforto para o paciente.

Ao implementar rigorosamente esses procedimentos iniciais em todos os pacientes, conseguimos alcançar elevados níveis de proficiência e segurança, além de reduzir a tensão da equipe. A padronização de passos e a simplificação dos processos são fundamentais para integrar a MICS em nossa rotina diária.

Vivencie o dia-a-dia de uma equipe que tornou a MICS sua prática diária e participe de nossa imersão.

Referências:

Youssef SJ, Millan JA, Youssef GM, Earnheart A, Lehr EJ, Barnhart GR. The role of computed tomography angiography in patients undergoing evaluation for minimally invasive cardiac surgery: an early program experience. Innovations (Phila). 2015 Jan-Feb;10(1):33-8. doi: 10.1097/IMI.0000000000000126. PMID: 25621875.

Ivanov NA, Green DB, Guy TS. Integrate imaging approach for minimally invasive and robotic procedures. J Thorac Dis. 2017 Apr;9(Suppl 4):S264-S270. doi: 10.21037/jtd.2017.03.141. PMID: 28540069; PMCID: PMC5422659.

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ERAS: um protocolo de recuperação acelerada https://cardioassistacademy.com/eras-um-protocolo-de-recuperacao-acelerada/ https://cardioassistacademy.com/eras-um-protocolo-de-recuperacao-acelerada/#respond Mon, 09 Feb 2026 04:18:42 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=353 Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) em cirurgia cardíaca é mais do que extubação precoce: é um conjunto de medidas que vai do preparo ambulatorial ao pós-operatório tardio. Quando combinado a técnicas minimamente invasivas, o resultado é maximizado em tempo de internação, redução das complicações e satisfação do paciente.

Na imersão, mostramos nosso protocolo na prática: educação pré-operatória, otimização clínica, analgesia multimodal, mobilização precoce e critérios claros de alta. Em nossos pacientes aplicamos os preceitos de ERAS desde a fase ambulatorial pré-cirúrgica até sua reabilitação em fase 2. Isso se traduz alta hospitalar em 3–4 dias na maioria dos pacientes. Mais importante que o número é o método: como organizar equipe, alinhar expectativas com o paciente e padronizar ordens médicas.

Durante a semana, discutimos com os alunos como adaptar ERAS ao seu contexto: o que é “obrigatório” e o que é “ideal”; quais indicadores acompanhar; como envolver anestesia, enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia e assistente social. A imersão não entrega apenas técnica cirúrgica, mas um modelo completo de cuidado perioperatório que pode ser implantado em diferentes realidades hospitalares.

Referências sugeridas:

Gunaydin S, Simsek E, Engelman D. Enhanced recovery after cardiac surgery and developments in perioperative care: A comprehensive review. Turk Gogus Kalp Damar Cerrahisi Derg. 2024 Oct 22;33(1):121-131. doi: 10.5606/tgkdc.dergisi.2024.26770. PMID: 40135093; PMCID: PMC11931364.

Schmid ME, Stock S, Girdauskas E. Implementation of an innovative ERAS protocol in cardiac surgery: A qualitative evaluation from patients’ perspective. PLoS One. 2024 May 10;19(5):e0303399. doi: 10.1371/journal.pone.0303399. PMID: 38728336; PMCID: PMC11086837.

Navas-Blanco JR, Kantola A, Whitton M, Johnson A, Shakibai N, Soto R, Muhammad S. Enhanced recovery after cardiac surgery: A literature review. Saudi J Anaesth. 2024 Apr-Jun;18(2):257-264. doi: 10.4103/sja.sja_62_24. Epub 2024 Mar 14. PMID: 38654884; PMCID: PMC11033890.

Kruse, J., Krasny, I., Hamiko, M. et al. Enhanced recovery after minimally invasive valve surgery – ultra-fast extubation versus standard weaning strategy. Sci Rep 15, 35048 (2025). https://doi.org/10.1038/s41598-025-21830-9

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MICS: mitos e verdades https://cardioassistacademy.com/mics-mitos-e-verdades/ https://cardioassistacademy.com/mics-mitos-e-verdades/#respond Mon, 09 Feb 2026 04:03:16 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=350 Ainda existe a impressão, em alguns serviços, de que MICS “é só cosmética” ou “demora demais”. Os dados mais recentes apontam justamente o contrário: metanálises mostram menor tempo de UTI e de internação, menos transfusão, menos dor e retorno mais rápido às atividades, com resultados equivalentes em sobrevida e durabilidade de próteses e plastias quando comparada à esternotomia.

Na imersão, organizamos essas evidências em sessões curtas e objetivas, focadas em perguntas que todo cirurgião faz: em quais pacientes a MICS é, de fato, melhor? Onde não devo insistir? Como organizar tomografia, posicionamento e instrumentais para que o procedimento seja eficiente? Além dos dados, mostramos o “como fazer” em cirurgias ao vivo e em sessão de vídeos, com discussão franca de erros, acertos e atalhos técnicos.

Ao longo da semana, o participante vai reconhecendo que MICS não é um “show”. É técnica reprodutível que pode ser implementado em seu serviço e fazer parte da rotina. O objetivo é que você volte com argumentos sólidos para discutir com seu time e com a direção, apoiado tanto em experiência prática quanto em literatura contemporânea.

Referências:

Zacharias J, Glauber M, Pitsis A, Solinas M, Kempfert J, Castillo-Sang M, Balkhy HH, Perier P. The 7 Pillars of Starting an Endoscopic Cardiac Surgery Program. Innovations (Phila). 2024 Mar-Apr;19(2):107-117. doi: 10.1177/15569845241239448. Epub 2024 Apr 15. PMID: 38619021.

Zacharias J, Glauber M, Pitsis A, Solinas M, Kempfert J, Castillo-Sang M, Balkhy HH, Perier P. Endoscopic Cardiac Surgeons Club: The 5 Whys. Innovations (Phila). 2024 Mar-Apr;19(2):103-106. doi: 10.1177/15569845241239281. Epub 2024 Apr 4. PMID: 38576094.

Salenger R, Lobdell K, Grant MC. Update on minimally invasive cardiac surgery and enhanced recovery after surgery. Curr Opin Anaesthesiol. 2024 Feb 1;37(1):10-15. doi: 10.1097/ACO.0000000000001322. Epub 2023 Oct 11. PMID: 37865831.

Karangelis D, Androutsopoulou V, Tzifa A, Chalikias G, Tziakas D, Mitropoulos F, Mikroulis D. Minimally invasive cardiac surgery: in the pursuit to treat more and hurt less. J Thorac Dis. 2021 Nov;13(11):6209-6213. doi: 10.21037/jtd-21-1498. PMID: 34992800; PMCID: PMC8662468.

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Revascularização híbrida: quando cirurgia e hemodinâmica atuam como um time. https://cardioassistacademy.com/revascularizacao-hibrida-quando-cirurgia-e-hemodinamica-atuam-como-um-time/ https://cardioassistacademy.com/revascularizacao-hibrida-quando-cirurgia-e-hemodinamica-atuam-como-um-time/#respond Mon, 09 Feb 2026 02:42:01 +0000 https://cardioassistacademy.com/?p=342 A revascularização híbrida combina o melhor da cirurgia e da angioplastia em um único plano terapêutico eficaz e inovador. Na nossa rotina e na imersão, realizamos enxertos mamária e radial para ramos da coronária esquerda, preferencialmente sem o uso de circulação extracorpórea (CEC), através de acesso minimamente invasivo que reduz consideravelmente o trauma cirúrgico. Em seguida, completamos o tratamento com a angioplastia da coronária direita, um passo crucial para garantir a revascularização completa e eficaz. Além disso, na sala de hemodinâmica, checamos a patência dos enxertos.

Estudos de médio e longo prazo mostram que a revascularização híbrida é uma alternativa segura à cirurgia convencional em pacientes selecionados, com excelentes taxas de sobrevivência, baixa incidência de eventos cardiovasculares maiores e tempo reduzido de internação. Para o cirurgião, isso significa a oportunidade de oferecer revascularização completa com menor trauma e recuperação mais rápida; para o hemodinamicista, a chance de atuar em sinergia, e não em competição, no verdadeiro modelo Heart Team recomendado pelas diretrizes.

Na nossa imersão, o mentorado acompanha o fluxo completo: discussão multidisciplinar do caso, planejamento dos enxertos, escolha do momento ideal da PCI e avaliação intra-procedimento. Discutimos como estruturar essa parceria no seu hospital, quais casos são ideais para começar e como comunicar esse modelo ao paciente e à equipe. O resultado é um cirurgião que volta para casa não apenas com uma nova técnica, mas com um novo jeito de organizar o cuidado em seu serviço onde cirurgião/hemodinamicista/paciente tendem a uma win-win situation.

Referências:

Newman JS, Jarral OA, Kim MC, Brinster DR, Singh VP, Scheinerman SJ, Patel NC. Ten-year outcomes of hybrid coronary revascularization at a single center. Ann Cardiothorac Surg. 2024 Sep 29;13(5):425-435. doi:10.21037/acs-2023-rcabg-0188 . Epub 2024 Aug 16. PMID: 39434979; PMCID: PMC11491178.

J Claessens, S Van Genechten, A Kaya, A Yilmaz, Hybrid coronary revascularization with endoscopic closed-chest arterial coronary bypass technique (endo-CABG), European Heart Journal, Volume 41, Issue Supplement_2, November 2020, ehaa946.1476, doi.org/10.1093/ehjci/ehaa946.1476

ZHOU, S. et al. Short-Term and Mid-Term Clinical Outcomes Following Hybrid Coronary Revascularization Versus Off-Pump Coronary Artery Bypass: A Meta-Analysis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 4, p. 1–10, apr. 2018. doi:10.5935/abc.20180044


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