Da sala de congresso para o seu serviço: o que você leva da nossa imersão em MICS
Nos congressos internacionais (ISMICS e ECS Club) e no Congresso Brasileiro de Cirurgia Cardiovascular, é evidente o aumento do número de cirurgiões interessados em aprender cirurgia cardíaca minimamente invasiva (MICS). O fato é que a verdadeira inovação em cirurgia cardíaca minimamente invasiva vai além de reduzir o tamanho da incisão, ainda que evitar a abertura do esterno, por si só, represente um avanço expressivo. MICS traz benefícios funcionais, estéticos e de menor taxa de complicações, ampliando o conforto e a segurança do paciente. Quando associada a protocolos de Recuperação Acelerada (ERAS) e a estratégias de Patient Blood Management (PBM), essa abordagem potencializa resultados: menos trauma, menor necessidade transfusional e um retorno mais rápido e previsível à plena atividade.
Mas sabemos que há um desafio universal: como transformar esse conhecimento visto em auditório em prática diária, segura e sustentável? A transição do “slide” para o cenário cirúrgico real exige mais do que assistir palestras: requer vivência, discussão aberta e acompanhamento de quem já domina a curva de aprendizado.
É com essa visão que estruturamos nossa imersão em MICS: um modelo de treinamento intensivo que une prática de centro cirúrgico e discussão técnica.
Da observação à execução
As manhãs são dedicadas a cirurgias ao vivo: coronária, mitral, aórtica, aneurismas, … realizadas com a mesma transparência e detalhamento que caracterizam nossa rotina diária. O objetivo é que o participante veja cada etapa em tempo real: planejamento, preparo, demarcação, posicionamento, execução e fechamento.
À tarde, o foco muda para consolidação e raciocínio. Sessões curtas de aula, simulação em bancada, análise de vídeos passo a passo e discussões abertas criam um ambiente seguro para questionar, comparar técnicas e definir as melhores estratégias para começar.
Ao final, cada participante retorna ao seu serviço com:
- Protocolos padronizados: seleção de casos e tips and tricks para cada tipo de cirurgia.
- Lista de instrumentais essenciais e ajustes de sala específicos para MICS.
- Checklists de posicionamento, ergonomia e fluxo de equipe.
- E, talvez o mais importante, clareza sobre o primeiro passo viável dentro da sua estrutura atual.
Essa abordagem tem gerado resultados que falam por si: vários colegas que participaram da imersão já implantaram com sucesso acessos minimamente invasivos, protocolos ERAS e tempos de recuperação mais curtos e previsíveis.
Uma comunidade
Participar da imersão é apenas o começo. Ao se inscrever, você se conecta a uma rede contínua de colaboração e aprendizado, com acesso a atualizações técnicas, discussões de casos e oportunidades para apresentar experiências em fóruns internacionais.
Essa rede forma uma verdadeira ponte entre o estado da arte e a realidade dos centros brasileiros, reduzindo a distância entre “ver no congresso” e “fazer no seu paciente”. É um multiplicador de impacto que transforma a formação individual em ganho coletivo para a cirurgia cardíaca minimamente invasiva.
Conte com a gente e torne-se um cirurgião cardíaco endoscópico.
Referências:
Karangelis D, Androutsopoulou V, Tzifa A, Chalikias G, Tziakas D, Mitropoulos F, Mikroulis D. Minimally invasive cardiac surgery: in the pursuit to treat more and hurt less. J Thorac Dis. 2021 Nov;13(11):6209-6213. doi: 10.21037/jtd-21-1498. PMID: 34992800; PMCID: PMC8662468.
Doenst T, Diab M, Sponholz C, et al. The opportunities and limitations of minimally invasive cardiac surgery. Dtsch Arztebl Int 2017;114:777-84. doi: 10.3238/arztebl.2017.0777